Kesha faz retorno triunfante com “.” (PERIOD)

Kesha faz retorno triunfante com “.” (PERIOD)

Muito antes de Charli XCX surgir com o álbum “brat” e toda a estética suja, festeira e sem limites, havia uma diva que pavimentou esse caminho e marcou a década passada com grandes hits: Kesha, ou melhor, Ke$ha.

Aqui no Amargurado, já falamos um pouco sobre como a carreira meteórica dela foi, aos poucos, sendo esquecida pelo grande público e sobre as injustiças que a cantora enfrentou. O lançamento de “.” (period), seu novo álbum, é o primeiro dela como artista independente e, provavelmente, seu momento de maior liberdade na música desde então.

É O PRIMEIRO ÁLBUM QUE EU TENHO. NA MINHA PRÓPRIA GRAVADORA. É TODO MEU.

Kesha via X/Twitter

O lead single “JOYRIDE.”, que acabou tornando-se seu maior êxito em anos, mostrava a volta do seu lado mais divertido e selvagem. Isso é perpetuado no disco em faixas como “BOY CRAZY.” e “RED FLAG.”

É impressionante que, mesmo com mais de 15 anos de carreira, ela não deve nada para os novos atos do pop. Inclusive, se lançado por qualquer artista atualmente maior no mainstream, esse projeto definitivamente estaria dominando todas as paradas.

Ainda que não seja o caso, o álbum pegou o 2° lugar na parada global do iTunes e entrou no top 5 da versão americana. Ainda não sabemos o debut no Spotify, porém as faixas previamente divulgadas receberam um aumento de 18% na última contagem.

Clipe oficial de “BOY CRAZY.”

A crítica especializada também parece ter amado a obra da americana. Com 6 avaliações até o momento no Metacritic, ele está com uma nota 73, continuando a sequência de verdes na carreira de Kesha.

Confira o que as revistas disseram:

As músicas são todas muito fortes, cheias de pequenas reviravoltas inteligentes e versos engraçados e autorreferenciais: “Você está no TikTok? Eu sou a p*rra da original”.
Kesha, por sua vez, interpreta o papel de Kesha 1.0 com perfeição: apesar de todos os excessos líricos escabrosos, nunca parece que ela está se esforçando demais. E por que se esforçaria? Ela está retornando a um papel que ela mesma criou.

The Guardian.

O gosto de Kesha pela experimentação pop floresce em Period., seu disco de estreia independente, lançado no momento certo em meio à ascensão gradual do hiperpop — um gênero hedonista, de tons neon e tudo ao mesmo tempo agora, que finalmente rompe as barreiras do mainstream.

Rolling Stones.

Nem todas as faixas de . funcionam — a produção com pegada disco de FREEDOM. soa amadora, e a composição de TOO HARD. escorrega para o genérico. Ainda assim, há espaço para destaques como RED FLAG., que brilham. Canções assim, aliás, podem marcar o início de um novo capítulo para Kesha — com mais liberdade criativa e seu senso de diversão contagiante preservados.

musicOMH.

Você já conseguiu dar uma conferida em “.”? Não? Então corre lá e dê seu ponto final aqui nos comentários!

Ouça “.”

Lucas Martins

Nascido em 2002 na cidade do Rio de Janeiro, cresci com paixão pela literatura e pela música. Sou Bacharel em Publicidade e Propaganda pela Unicarioca e futuro pedagogo pela UERJ. No meu tempo livre, gosto de assistir a filmes e acompanhar cada passo dado por Taylor Swift.

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