Shadow Force estreia no Brasil e não carrega hype algum
“Shadow Force” é um longa de ação e thriller assinado pelo diretor Joe Carnahan. O filme, lançado pela Lionsgate e distribuído pela Prime Video, apresenta Kyrah e Isaac, ex-agentes de uma unidade de elite conhecida como Shadow Force, encarregada de missões secretas e moralmente questionáveis.
Os agentes acabam tendo um relacionamento contra as regras da organização. Eles não apenas se apaixonam, como têm um filho, Ky. Para proteger a criança e evitar problemas, eles desaparecem e assumem novas identidades para tentarem viver como uma família normal.
Como você é criativa!
A princípio, o filme mostra o cotidiano da família em uma vida de clandestinidade. Apesar do clima tenso de sempre estarem “olhando por cima do ombro”, há uma tentativa de normalidade: cenas de Isaac e Ky se preparando para o dia, ouvindo música, indo ao banco. Entretanto, em um repentino assalto a banco, Isaac reage instintivamente para proteger civis, matando os assaltantes com precisão militar. Porém, a filmagem do ocorrido acaba viralizando, assim, revelando ao mundo, e à antiga organização, que ele e sua mulher estão vivos.

Logo, a trama intercala cenas de ação intensa com momentos dramáticos de flashback, revelando o passado do casal e os bastidores da organização. Fica claro que a Shadow Force operava em zonas de conflito, realizando execuções extrajudiciais sob ordens obscuras do governo.
A perseguição culmina em um confronto brutal em uma praia isolada. Enquanto Isaac tenta manter Ky em segurança, Kyrah enfrenta ex-colegas em uma luta corporal intensa, mas com direção e coreografia que não convencem plenamente.
No fim, a sensação é de que nenhuma grande consequência foi extraída. O filme deixa em aberto a possibilidade de continuação, com a família voltando a viver escondida, porém mais unida.
Nada de novo
Apesar da expectativa em torno do elenco que conta com Kerry Washington e Omar Sy, o longa foi apenas mais um dos cinquenta mil filmes já feitos nos Estados Unidos. A premissa de agentes traídos pela organização é conhecida, mas o filme falha em oferecer qualquer renovação ao clichê. A motivação dos vilões é mal explicada, e o roteiro tem vários furos.
Embora Omar Sy tenha se destacado, Kerry Washington parece emocionalmente desconectada em cenas dramáticas e ineficaz nas sequências de ação.

Joe Carnahan é conhecido por filmar ação com intensidade, mas aqui a direção parece apressada. Muitas cenas têm cortes rápidos e iluminação escura demais, dificultando a compreensão das lutas. A câmera trêmula atrapalha a clareza da ação. O filme tenta misturar ação brutal com momentos de comédia e drama familiar, mas não consegue fazer essas transições de maneira fluida. O resultado é algo entregue com identidade narrativa inconsistente.
Essa é uma obra com potencial desperdiçado. Apesar do elenco forte e da promessa de ação eletrizante, o longa naufraga em um roteiro previsível, personagens mal aproveitados e direção visualmente confusa. É o tipo de produção que poderia ter brilhado com mais foco e ousadia, mas que termina esquecível, mais um no catálogo das promessas frustradas do streaming.
Mas, se você quiser dar uma chance e ainda nas grandes telas, Shadow Force estreia nos cinemas no dia 10 de julho. Tire suas próprias conclusões!

