TZ da Coronel estará em “Arcanjo Renegado”, mas a internet não curtiu
Em sua estreia como ator, TZ da Coronel será escalado para interpretar um traficante na nova temporada de “Arcanjo Renegado”. Essa será sua primeira experiência em atuação e é justamente em uma grande série de streaming, marcando uma entrada com pé na porta do universo audiovisual.
Arcanjo Renegado é uma série de ação policial produzida para o Globoplay desde fevereiro de 2020. Criada por José Júnior (A Divisão), trama acompanha o sargento Mikhael (Marcello Melo Jr.), comandante da equipe Bope de elite “Arcanjo” no Rio de Janeiro. Após uma operação que termina em chacina, ele é transferido para o interior, mas retorna ao Rio para enfrentar milícias, políticos corruptos e traficantes em um embate intenso entre poder, ética e violência nas comunidades. A produção mistura ação eletrizante com críticas sociais e explora temáticas como racismo institucional, abuso de poder e resistência periférica, conectando-se ao universo narrativo do “Afroverso”.
A quinta temporada da obra está em produção e deve ser lançada ainda em 2025. A participação do rapper é uma das novidades dos próximos episódios.

Matheus de Araújo Santos, conhecido como TZ da Coronel, nasceu em 6 de julho de 2001 em Cabo Frio (RJ). Ele iniciou sua trajetória em batalhas de rima na favela do Morro do Limão em 2017. Ficou conhecido com sucessos como “Poesia Acústica 13”, “Essência de Cria” e os hits “Anota a Placa” e “Trajado de Glock”, que viralizaram em plataformas como YouTube e TikTok.
Seu álbum de estreia, É O Trem!, foi lançado em 2022; em 2023 fundou seu selo Cúpula, associado à The Orchard / Sony; e em 2024 trouxe Direto da Selva, além do single “Qual é seu desejo?” que alcançou #1 na Billboard Brasil Hot 100 e detém mais de 100 milhões de reproduções no Spotify.
ENTENDA AS PROBLEMÁTICAS
A notícia de TZ interpretando um traficante gerou repercussão imediata nas redes. Muitos internautas estão criticando a escolha, classificando como mais um caso de estereótipo racial, onde artistas negros, inclusive nomes como MC Cabelinho e Lennon, também já foram escalados para papéis de bandidos ou traficantes na Globo.
Os críticos apontam que, embora haja margem para representação e atuação autêntica de jovens negros, a persistência desses estereótipos reforça a narrativa de que a presença preta em cena só é legítima quando vinculada à criminalidade. Replicam a discussão histórica de ausência de papéis positivos ou protagonistas com densidade emocional e profissionalidade real. A crítica também questiona a visibilidade deles em outros contextos, como aconteceu com Babu Santana por décadas.
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