One Piece está prestes a se tornar o quadrinho mais vendido da história
As novas atualizações de vendas de One Piece pegaram muita gente de surpresa, ou talvez não. O mangá de Eiichiro Oda já havia ultrapassado as vendas de Batman, colocando a obra japonesa na vice-liderança do ranking de quadrinhos mais vendidos da história. Agora, resta apenas um nome à frente: Superman. E a diferença entre os dois está cada vez menor.
É um feito impressionante, ainda mais quando levamos em conta o tempo de estrada de cada um. Super-Homem foi criado em 1938 e tem mais de oito décadas de publicações, reboots, versões alternativas, multiversos e incontáveis fases. Já One Piece começou “ontem”: o primeiro capítulo foi publicado em 1997, ou seja, a série nem completou 30 anos e já ameaça desbancar o maior ícone dos quadrinhos americanos. São 578 milhões de cópias vendidas contra 600 milhões, uma diferença de menos de 25 milhões.
Claro, vale o adendo importante: as vendas do personagem da DC não são atualizadas com frequência e há anos não temos um levantamento consolidado e confiável dos números totais. Mesmo assim, o crescimento contínuo do mangá faz parecer questão de tempo até a ultrapassagem acontecer oficialmente.

Esse fenômeno também levanta uma discussão interessante: por que os mangás têm conquistado mais leitores do que as HQs de super-heróis nos últimos anos? Parte da resposta está na própria estrutura narrativa. Enquanto os quadrinhos americanos muitas vezes exigem que o leitor entenda décadas de cronologia, reboots e retcons, o mangá geralmente tem começo, meio e fim, com uma autoria mais coesa. Você começa a ler o volume 1 e segue até o final da história, sem precisar de guia de leitura ou enciclopédia de personagens.
No entanto, não são todos que concordam com essa explicação. Confira a opinião de alguns internautas:
Importante ressaltar também como o gênero se popularizou absurdamente fora do Japão nas últimas duas décadas. Plataformas digitais facilitaram o acesso e, hoje, obras como One Piece, Naruto, Attack on Titan e Jujutsu Kaisen fazem parte do imaginário coletivo global, sendo assistidas e lidas por pessoas de todas as idades e países. Isso é refletido até mesmo no audiovisual, como já visto aqui no Amargurado, o número de telespectadores de animes tem aumentando consideravelmente.
No caso de One Piece, a trama também ajuda. A história acompanha Monkey D. Luffy, um jovem pirata que parte em busca do lendário tesouro conhecido como One Piece, com o objetivo de se tornar o Rei dos Piratas. A jornada é longa, cheia de personagens carismáticos, reviravoltas emocionantes e reflexões profundas sobre liberdade, justiça, amizade e o peso dos sonhos. E tudo isso embrulhado num traço que, à primeira vista, pode parecer cartunesco, mas que conquistam o público.
A popularidade do mangá é tanta que, em 2023, a Netflix fez uma adaptação live-action que agradou público e crítica. Ainda que exista um histórico negativo do streaming, parece que o material original é tão bom que compensou e já temos a segunda temporada confirmada.
O que você acha dessa notícia? Prefere os quadrinhos de heróis ou os mangás? Comentem!

