A vida depois do tapa: o que aconteceu com a carreira de Will Smith após o Oscar?

A vida depois do tapa: o que aconteceu com a carreira de Will Smith após o Oscar?
Três anos se passaram desde o tapa em Chris Rock no Oscar, será que Will Smith conseguiu recuperar a própria carreira? (Reprodução/Getty Images Embed/Giorgio Viera)

Desde o tragicômico tapa em Chris Rock durante o Oscar de 2022, a carreira de Will Smith nunca mais foi a mesma. A cena, transmitida ao vivo para milhões de pessoas, virou um dos momentos mais memoráveis e polêmicos da história da premiação. O comediante fazia uma piada sobre a cabeça raspada de Jada Pinkett Smith (que sofre de alopecia) quando Will subiu ao palco e o agrediu. Aquela noite parece ter mudado completamente a carreira do ator, que até aquele momento era um dos nomes mais queridos em Hollywood.

Embora Will tenha levado o Oscar de Melhor Ator por sua atuação em “King Richard: Criando Campeãs”, a vitória foi completamente ofuscada pelo tapa. Poucos dias depois, ele renunciou à Academia e foi banido de qualquer evento relacionado ao Oscar por 10 anos. Mas e depois disso? O que rolou nesses três anos com a carreira de um dos astros mais populares de Hollywood, que foi de amado a cancelado em questão de segundos?

Relembre o icônico momento em que Will Smith dá um tapa em Chris Rock durante o Oscar 2022 (Reprodução/YouTube/Sam Pancher)

Projetos cancelados e reputação na lama

No Brasil, muita gente ficou do lado de Will Smith, muito por conta da nostalgia e do carisma deixado por ele em “Um Maluco no Pedaço” no SBT. Já nos Estados Unidos, a história foi bem diferente: o tapa pegou mal, e ele acabou perdendo reputação, contratos e várias oportunidades. De querido do público, ele passou a ser visto como uma figura polêmica e instável.

Logo após o episódio, vários projetos estrelados ou produzidos por Will Smith foram pausados, ou cancelados. Segundo o Hollywood Reporter, a Netflix interrompeu as filmagens do longa “Fast and Loose”, enquanto a Netflix engavetou a sequência de “Bright 2”, thriller policial mágico lançado em 2017. Documentários que contariam com a participação dele, como “Pole to Pole” da National Geographic também foram para o limbo.

A única exceção foi “Emancipation – Uma História de Liberdade”, da Apple TV+, que estreou em 2022 sem muito alarde. Já em 2024, “Bad Boys: Até o Fim“, o quarto filme da franquia, conseguiu quebrar essa maré negativa, sendo bem recebido pela crítica e fazendo US$ 330 milhões nas bilheterias.

Tentativas de retorno aos cinemas

Apesar da crise, Will Smith não parou de trabalhar. O retorno dele ao lado de Martin Lawrence em Bad Boys 4 ajudou a melhorar um pouco sua imagem. O filme anterior, lançado durante a pandemia, já havia sido um sucesso e mostrou que o público ainda curtia a dupla.

A Sony inclusive já confirmou Smith em Resistor, um novo longa de ficção científica. Ele também está escalado para Eu Sou a Lenda 2 (que contará com Michael B Jordan) e para o remake da clássica comédia Antes Só do que Mal Acompanhado, ao lado de Kevin Hart.


Will Smith e Martin Lawrence em Bad Boys
Lançado em 2024, “Bad Boys: Até o Fim” foi um dos projetos paralisados após o tapa no Oscar e voltou a ser produzido no ano seguinte (Reprodução/Sony Pictures)

No entanto, parece que o ator estaria enfrentando uma crise no casamento e na vida financeira, sendo forçado a vender imóveis e repensar seu padrão de vida luxuoso. Nem mesmo seu recente retorno a música foi tão bem-sucedido quanto ele esperava.

Carreira musical e “Based On a True Story”

O que muita gente não sabe é que, antes de virar estrela de cinema, Will Smith já era famoso na música. Quando ele veio ao Brasil para o Rock in Rio 2024, muita gente se surpreendeu ao lembrar disso. Will começou a carreira nos anos 80 como rapper, na dupla DJ Jazzy Jeff & The Fresh Prince, e juntos chegaram a ganhar dois Grammys. Depois, em carreira solo, ele bombou nos anos 90 com hits como Gettin’ Jiggy Wit It e Men In Black (da trilha do filme MIB), faturando mais dois Grammys.

Agora, em 2025, depois de quase 20 anos longe da música, o artista resolveu tentar voltar às origens e se reconectar com o público como rapper. No ano passado, ele até lançou a canção, Light Em Up, para a trilha sonora de Bad Boys: Até o Fim, dando uma prévia do que viria aí. Tudo isso serviu de aquecimento pro disco Based on a True Story, lançado em março deste ano, o primeiro álbum inédito dele em duas décadas.

Confira o novo álbum de Will Smith: “Based on a True Story” (Reprodução/Spotify/Will Smith)

Mas, o que era para ser um grande retorno, acabou passando batido. A crítica detonou as letras, consideradas infantis e egocêntricas. O público não abraçou o projeto, que ficou de fora das grandes paradas e teve baixíssimo desempenho comercial. Em uma das faixas, Will afirma: “Não dá pra cancelar um ícone”. Mas parece que ninguém se importou muito.

O relacionamento conturbado de Jada Pinkett e Will Smith

A imagem pública de Will também sofreu com as exposições da vida pessoal. Seu casamento com Jada Pinkett Smith virou assunto recorrente na mídia e nas redes sociais, principalmente após ela revelar que os dois viviam separados há anos. Apesar de ainda serem oficialmente casados, moram em casas diferentes e evitam aparições conjuntas.

O “casal” já passou por todo tipo de exposição pública, desde rumores de traições até confissões polêmicas sobre relacionamentos abertos. Jada chegou a lançar um livro de memórias e, em seu podcast “Red Table Talk” revelou ainda mais detalhes íntimos da relação: desde o “relacionamento aberto”, até o caso que ela teve com August Alsina (que era amigo do filho deles, o Jaden), passando por questões íntimas do casal, traumas de infância do Will, ciúmes dela com o Tupac, insatisfação sexual, entre outras polêmicas.


Will Smith e Jada Pinkett no Oscar
A exposição constante e o silêncio dele em meio às polêmicas fizeram Will parecer cada vez mais fragilizado. Nos bastidores, rumores dizem que o casamento conturbado têm afetado seu emocional (Reprodução/Getty Images Embed/Arturo Holmes)

Seus filhos também foram envolvidos em diversas controvérsias. Jaden Smith (Karatê Kid), que já atuou e cantou ao lado do pai, tem uma carreira com altos e baixos, e costuma ser criticado por seu estilo “excêntrico”. Willow Smith, por outro lado, prefere evitar as polêmicas de sua família. Ela continua bombando no cenário musical alternativo, mas raramente aparece ao lado do pai ou comenta publicamente sobre ele.

Recentemente, Will também precisou negar rumores de envolvimento em um suposto escândalo sexual com o rapper P. Diddy. A história ganhou força na internet, mas foi rapidamente desmentida por ele. Ainda assim, o escândalo só serviu para desgastar ainda mais a imagem do ator, que já não anda das melhores.

O que sobra para Will Smith?

Antes símbolo de leveza, sucesso e simpatia, a carreira do ator está cambaleando junto com sua vida pessoal. Ainda assim, Will Smith tenta manter relevância como produtor. Ele é um dos nomes por trás de Bel-Air, remake dramático da icônica série Um Maluco no Pedaço, que o lançou ao estrelato nos anos 90 e é lembrada com carinho por fãs brasileiros. A nova versão, mais séria e atualizada, tem boa recepção, mas não tem o mesmo carisma que a original, e Will raramente aparece associado à série nas divulgações.

Além de Bel-Air, ele também é produtor executivo da série Cobra Kai, sucesso da Netflix que reviveu a franquia Karatê Kid. O streaming pretende expandir a franquia com derivados e sequências, e a primeira aposta foi Karatê Kid: Lendas, lançado no início do ano. A família Smith tem uma ligação antiga com a franquia, e muitos fãs esperam que Jaden Smith retorne ao papel do jovem aprendiz vivido em 2010 ao lado de Chan em algum momento.


Bel Lair
Will Smith atua como produtor executivo em diversos projetos, dentre eles está o remake “Bel-Air” e “Cobra Kai”

No fim, apenas o tempo dirá se Will Smith vai conseguir recuperar o prestígio de sua carreira e sair do status de “cancelado” para um dos maiores astros de Hollywood novamente.


E você, acha que Will Smith vai conseguir se reerguer? Ainda gosta do ator? Conta pra gente nos comentários!

Joshua Diniz

Carioca e Caxiense, nascido em 2003, estudante de Comunicação Social- Jornalismo na UNISUAM. Obcecado por tudo que envolva Cultura Geek, games, super-heróis e universos fantásticos. Fã apaixonado de música Folk e Indie, de The Lumineers a Wallows.

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