KayBlack, “A Cara do Enquadro” e o retrato da homofobia

KayBlack, “A Cara do Enquadro” e o retrato da homofobia

KayBlack, nome artístico de Kaique Menezes, é um rapper, produtor e empresário que desponta como voz potente da cena trap e rap nacional. Natural de São Vicente (SP), o artista começou a compor aos doze anos e inicialmente trabalhou nos bastidores, produzindo para o irmão, MC Caverinha. Ele construiu um repertório consistente com sucessos como “Segredo”, “Melhor Só” e “Licor 43”, além de firmar parcerias de peso com artistas como Luísa Sonza, Vulgo FK, L7NNON.

Seu mais recente projeto é o álbum “A Cara do Enquadro”, lançado em 31 de julho de 2025, é composto por 10 faixas inéditas, o disco se apresenta como um “álbum-manifesto” que mergulha nas vivências da periferia e aborda racismo estrutural, violência policial e a afirmação de identidade negra. Claramente tópicos que merecem atenção, logo você imaginaria que as letras seriam o foco nas redes sociais.

Infelizmente, não foi o caso. A capa foi o que realmente chamou a atenção.

Nela, o artista aparecia com o rosto imprensado em uma parede com aparência de dor e tinha tudo a ver com esse enfoque nos ataques do estado à população preta.

No entanto, as pessoas começaram a achar graça, pois, para elas, parecia uma cena sexual. Dessa forma, todos os perfis do rapper foram lotados de comentários homofóbicos chamando de “vacilão”, entre outros.

O paulista então trocou a arte do álbum para outra, igualmente impactante, mas sem nenhum espaço para “brincadeiras”.

Nova capa de “A Cara do Enquadro”.

A atitude, todavia, foi vista como negativa por muitos fãs que alegam que o cantor teve a masculinidade frágil e que cedeu facilmente as críticas. KayBlack defendeu-se alegando que a intenção sempre foi trocar a capa com o tempo, porém nem todos foram convencidos.

Comentário de internauta.

A situação reacendeu uma discussão sobre homofobia no cenário do hip-hop nacional. Alguns anos atrás, o trapper Veigh, voz de “Artista Genérico”, foi atacado após fazer um show beneficente para a comunidade trans e disse: “O rap sempre lutou pela minoria, contra qualquer tipo de preconceito.”

O que vocês acham disso tudo? Já escutaram o novo CD do KayBlack? Deixem nos comentários!

Lucas Martins

Nascido em 2002 na cidade do Rio de Janeiro, cresci com paixão pela literatura e pela música. Sou Bacharel em Publicidade e Propaganda pela Unicarioca e futuro pedagogo pela UERJ. No meu tempo livre, gosto de assistir a filmes e acompanhar cada passo dado por Taylor Swift.

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