Ludmilla e Pabllo Vittar lançam parceria internacionais. Confira!
Pabllo Vittar e Ludmilla resolveram movimentar a noite de quinta-feira com lançamentos que prometem dar muito o que falar. Às 21h, as duas soltaram novidades em fases bem diferentes de suas carreiras, mas com um detalhe em comum: a busca por parcerias e caminhos internacionais.
De um lado, Pabllo apresentou “Mexe”, sua colaboração com o grupo sul-coreano NMIXX. A faixa mistura o funk brasileiro com a energia característica do K-pop, criando um encontro raro e simbólico entre culturas. Para a maranhense, que já dividiu músicas com nomes como Charli XCX, Rina Sawayama e Thalía, esse passo representa talvez sua parceria mais ousada até agora.
Não é só sobre música: é também sobre colocar uma drag queen brasileira dentro de um dos maiores mercados do mundo, conhecido pelo nível altíssimo de produção e, ao mesmo tempo, por um conservadorismo que faz desse feat ainda mais relevante. “Mexe” reforça a habilidade da artista em se reinventar sem perder sua identidade, sempre flertando com o pop global, mas mantendo o DNA brasileiro como força central.
A música tem um ritmo muito interessante e uma produção ótimo, mas, se tivesse que apontar um problema, diria que a repetição do título “Mexe” passa um pouco do necessário.
Enquanto isso, Ludmilla continua revelando aos poucos sua nova fase em R&B, agora com “Cam Girl”. Depois de anos de sucesso no funk, no pop e, mais recentemente, no pagode com o projeto “Numanice”, a cantora decidiu mudar completamente a sonoridade. O início dessa transição veio em julho com “Paraíso”, que teve boa recepção, mas ficou aquém do impacto e dos números que os fãs esperavam.
Ainda assim, a música mostrou o tom da nova era: letras românticas, produção refinada e um olhar voltado para fora do Brasil, com gravações em estúdios norte-americanos e produtores que já trabalharam com nomes como SZA e Justin Bieber. “Cam Girl”, com Victoria Monét chega como a continuação natural desse caminho, explorando um lado mais sensual e noturno do R&B que Ludmilla vem construindo.
O curioso é ver como, apesar de trajetórias distintas, as duas artistas miram o mesmo horizonte: o de conquistar novos públicos sem abrir mão de quem já são. Pabllo aposta na ponte cultural com a Coreia (que sabemos que a drag ama) e reafirma sua posição como uma das artistas pop mais conectadas do país. Já Ludmilla se arrisca em um gênero pouco explorado no mainstream brasileiro, mostrando que não tem medo de testar, mesmo correndo o risco de não repetir o sucesso de eras anteriores.
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