Alien: entenda a cronologia da franquia
A icônica franquia de ficção científica Alien, criada por Ridley Scott há mais de quatro décadas, tornou-se uma das maiores sagas de horror e sci-fi da história do cinema. Agora, ela está de volta com sua primeira série: Alien: Earth. Com episódios inéditos todas as terças-feiras, às 21h, a produção promete expandir ainda mais esse universo que, no ano passado, recebeu o aclamado Alien: Romulus.
Com a compra da Fox pela Disney, que também detém os direitos da franquia Predador, a tendência é que os dois universos cresçam ainda mais com novas produções e, quem sabe, até surpreendam os fãs com possíveis novos crossovers.
Mas afinal, em que momento da linha do tempo essa nova série se encaixa? O Amargurado te conta!
Prometheus (2014) – Ano 2089 – 2093

O primeiro capítulo da nossa linha do tempo mergulha em grandes questões como a origem da humanidade, a busca pela imortalidade e as primeiras experiências genéticas que levaram ao surgimento dos Xenomorfos. Estrelado por Michael Fassbender e Noomi Rapace, a trama acompanha os cientistas da nave Prometheus, da megacorporação Weyland Yutani, em uma expedição ao planeta LV-223 em busca das respostas sobre a origem da vida.
Lá, eles descobrem os Engenheiros, uma raça avançada responsável pela criação da humanidade e de outras espécies no universo de Alien. Embora tenha expandido bastante a mitologia da franquia, Prometheus recebeu críticas por se afastar da clássica fórmula de suspense e terror de “gato e rato” que consagrou os filmes anteriores. Isso acabou levando a franquia a recalcular a rota no capítulo seguinte, para a decepção de alguns fãs.
Alien: Covenant (2017) – Ano 2104

Covenant chega tentando reconquistar os fãs que sentiram falta do terror claustrofóbico da franquia, trazendo de volta a fórmula clássica com os Xenomorfos, mas acabou deixando desapontados tanto os fãs antigos quanto os que gostaram de Prometheus. O filme ignora boa parte do que o anterior construiu, incluindo a protagonista Elizabeth Shaw (Noomi Rapace).
A história se passa 11 anos após Prometheus, acompanhando a nave-colônia Covenant, cheia de colonos e embriões em criostase a caminho de um novo mundo. Mas tudo muda quando a tripulação intercepta uma estranha transmissão de um planeta antigo habitado pelos Engenheiros.
Por outro lado, temos o retorno do sintético mais intrigante da saga: David (Michael Fassbender). Agora completamente obcecado pela ideia de “brincar de Deus”, ele segue realizando experimentos genéticos em busca da criatura perfeita. O filme ainda termina com um gancho importante, cujas consequências só saberemos se a franquia decidir revisitar essa trama ou esse personagem no futuro.
Alien: Earth (2025) – Ano 2120
A primeira série da saga já conquistou quase 10 milhões de visualizações em seus primeiros episódios no Disney+ e chega para expandir a mitologia da franquia, mostrando um lado pouco explorado: a própria Terra. Até então, só tínhamos visto breves menções no universo Alien, como na cena final de Alien: Ressurreição. A série aprofunda o contexto das mega-corporações que dominam o planeta e estabelece as bases para o que vem depois.
A trama é ambientada em 2120, dois anos antes do filme original de 1979, e acompanha a nave USCSS Maginot, que cai na Terra durante uma missão. Nesse cenário, conhecemos Wendy, uma jovem que teve sua consciência transferida para um corpo sintético híbrido, e se junta a uma equipe de resgate para enfrentar Xenomorfos e outras criaturas horríveis no que parece ser o primeiro contato terrestre com o terror alienígena. Agora, resta saber quais consequências esses eventos trarão para o futuro do universo.
Alien, o oitavo passageiro (1979) – Ano 2122

Chegamos ao clássico absoluto de 1979, Alien – O Oitavo Passageiro. A cargueira espacial Nostromo e sua tripulação são despertadas por um sinal de socorro vindo do misterioso planeta LV-426. Lá, eles encontram os primeiros ovos de Xenomorfo e, é claro, temos a inesquecível cena do monstro surgindo do peito de um dos membros da equipe.
O caos começa quando a criatura começa a caçar os membros da tripulação um por um, dando origem a uma das final girls mais famosas do cinema: Ellen Ripley (Sigourney Weaver). No final, ela consegue se salvar, entrando em sono criogênico com o gatinho Jonesy, enquanto aguarda por resgate.
Alien: Isolation (2014 – Game) – Ano 2137

Alien: Isolation é o único game considerado 100% cânone na franquia, algo que o diferencia de outros jogos como Aliens: Fireteam Elite, Rogue Incursion, Dark Descent e Colonial Marines. A história se passa 15 anos após os eventos do primeiro filme, acompanhando Amanda Ripley, em sua busca por respostas sobre o desaparecimento da mãe.
Ela acaba na estação espacial Sevastopol, onde precisa sobreviver ao terror de um Xenomorfo extremamente imprevisível. O jogo ainda preenche lacunas importantes da cronologia, como o motivo da Weyland-Yutani demorar tanto para descobrir o que aconteceu na Nostromo.
Isolation já se tornou um verdadeiro clássico moderno do terror nos games e um dos favoritos dos fãs da saga. Tudo graças à inteligência artificial absurda do Xenomorfo, que persegue o jogador, aprende seus movimentos, caça em lugares improváveis e até ouve a respiração de quem estiver jogando. É o jogo que melhor captura o clima de tensão do primeiro filme.
Alien: Romulus (2024) – Ano 2142

Romulus é o filme mais recente da franquia, lançado em 2024, e chegou a ser indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Visuais. A história se passa entre os eventos de Alien: O Oitavo Passageiro e Aliens: O Resgate, e acompanha um grupo de jovens em busca de uma vida melhor fora de seu planeta natal.
Eles vão parar na estação espacial Renaissance, controlada pela Weyland-Yutani e dividida em duas partes: Romulus e Remus. Como sempre, tudo dá errado quando Facehuggers escapam dos laboratórios, dando início a série de terríveis acontecimentos que criam o Alien híbrido mais assustador da franquia até agora.
O elenco conta com Cailee Spaeny (Guerra Civil) e Isabela Merced (a atual Mulher-Gavião do DCU), e a boa notícia é que o longa já tem continuação confirmada.
Aliens: O resgate (1986) – Ano 2179

Aliens: O Resgate chegou em 1986 para mostrar que o universo Alien não se limitaria a ser apenas mais uma história de terror espacial. Dirigido por James Cameron (o mesmo gênio por trás de Titanic, O Exterminador do Futuro e Avatar) o longa trouxe uma pegada totalmente diferente para a franquia, misturando suspense com ação militar, trazendo um novo tom à franquia e influenciando tudo o que viria depois.
Após 57 anos em sono criogênico, Ripley desperta para descobrir que o planeta LV-426 (o mesmo do primeiro filme) agora abriga a colônia Hadley’s Hope, tomada pelos Xenomorfos. Ela se une a uma tropa militar para resgatar os sobreviventes e enfrenta a icônica Rainha Xenomorfo, lutando para proteger a pequena Newt em algumas das cenas mais memoráveis da franquia.
Alien 3 (1992) – Ano 2179

Alien 3 é considerado por muitos o pior filme da franquia (e com razão). Ele joga fora praticamente tudo que o capítulo anterior construiu e ainda apresenta um dos visuais mais feios da saga. Após um ataque inesperado em sua nave, Ripley vai parar em Fiorina “Fury” 161, um planeta-prisão cheio de criminosos.
Lá, Ripley encara mais um Xenomorfo, agora com um visual diferente: nascido de um cachorro, esguio e com postura bípede. A ideia era que esse fosse o capítulo final da história dela, por mais mal executado que tenha sido… mas não acabou por aí, como veremos no próximo filme da lista.
Alien: Ressurreição (1997) – Ano 2381

O último capítulo da saga na linha do tempo nos leva a um futuro distante, onde Ripley é clonada 200 anos após sua morte para que cientistas de uma nova corporação (já que a Weyland-Yutani deixou de existir a muito tempo) consigam recuperar a Rainha Xenomorfo.
Com um tom mais excêntrico e surreal, o longa se destaca por ser dirigido por Jean-Pierre Jeunet, o mesmo responsável por O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Essa escolha trouxe um visual diferente e um humor estranho ao filme, que dividiu os fãs, mas se tornou uma peça curiosa dentro da saga (e sejamos sinceros, ainda assim é melhor que Alien 3).
“Alien Vs Predador” é canônico?
Por fim, chegamos aos dois filmes Alien vs. Predador. Diferente do que muita gente pensa, eles não são exatamente uma via de mão dupla entre as franquias. Enquanto são considerados canônicos para a saga Predador, eles não entram para a linha do tempo oficial de Alien.
Dá para notar isso pelas diferenças gritantes no universo e na linha do tempo, sem falar na aparência do próprio Peter Weyland, que surge no primeiro AVP e depois em Prometheus, de forma totalmente diferente.

O primeiro filme acompanha uma equipe de pesquisadores na Antártida que, sem querer, acaba no meio de uma batalha insana entre Predadores e Xenomorfos dentro de uma pirâmide ancestral. Já a sequência, AVP: Requiem, continua exatamente de onde o anterior parou e coloca em cena um híbrido mortal de Alien com Predador enfrentando outro Predador em uma pacata cidadezinha dos Estados Unidos.
Apesar disso, com a Disney agora no controle das duas franquias, um novo crossover pode não estar tão distante assim. Tanto Fede Álvarez (Alien: Romulus) quanto Dan Trachtenberg (Predador: A Caçada) já demonstraram interesse na ideia. E, falando em futuro, a saga Predador volta às telonas no dia 6 de novembro com Predador: Terras Selvagens, estrelado por Elle Fanning, mostrando que esses universos ainda têm muito a oferecer.
E você, está acompanhando Alien: Earth? Animado para o futuro da franquia e um novo crossover com Predador? Conta pra gente nos comentários!

