Musical sobre Ney Matogrosso volta a cartaz esse mês
Depois de rodar o país e conquistar mais de 70 mil espectadores, o musical “Ney Matogrosso – Homem com H” está de volta a São Paulo. A partir de 19 de setembro, o espetáculo reestreia no Teatro Porto para uma temporada que vai até 7 de dezembro, sempre às sextas, sábados e domingos. Produzido pela Paris Cultural, o trabalho é uma homenagem à vida e à obra de um dos artistas mais provocativos e livres da música brasileira.
A dramaturgia é assinada por Emílio Boechat e Marilia Toledo, vencedores do Prêmio Bibi Ferreira pelo texto. Marilia também divide a direção com Fernanda Chamma, enquanto a direção musical fica por conta de Daniel Rocha. No palco, quem dá vida ao Ney Matogrosso é o ator Renan Mattos, premiado por esse papel, acompanhado de 16 atores e uma banda ao vivo de seis músicos.
A ideia do musical surgiu de uma conversa entre os produtores, que também trabalham no filme biográfico recém-lançado sobre o artista. Segundo Toledo, ele sempre esteve envolvido no processo: “Ney é um artista único, com uma visão cênica impressionante (…) quando está em cena, transforma-se em diferentes personagens. Ele nunca estudou dança e, quando o assistimos, parece que nasceu sabendo dançar.”

O espetáculo não segue uma linha do tempo rígida. Em vez disso, mistura memórias e canções para criar uma narrativa que passeia pela infância, juventude e o auge de Ney nos palcos. A história começa em plena ditadura, no show histórico dos Secos & Molhados, e se desdobra em episódios que mostram tanto o lado íntimo quanto a força pública do artista.
Mais do que revisitar sucessos, a peça se propõe a falar de liberdade, marca registrada de Ney desde os anos 70. Ele enfrentou a censura de peito aberto, literalmente, e abriu caminhos ao expor sua bissexualidade, seu amor livre e sua visão de arte sem rótulos. Essa essência também aparece nos figurinos, recriados pela figurinista Michelly X com base em peças icônicas do cantor.
Para o protagonista Renan Mattos, dar vida ao ícone é quase um ritual: “Eu não me sinto interpretando o Ney e sim pedindo licença e pegando emprestado tudo aquilo que ele transformou na música e na vida das pessoas”.
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