Sentimental Value: o filme que pode tirar o Oscar de “O Agente Secreto”
Quando Cannes aplaude (ainda mais por 19 minutos) um filme, não é só elogio: é munição para a temporada de premiações. Foi isso que aconteceu com “Sentimental Value”, de Joachim Trier, que saiu do festival com o Grand Prix e uma fila de críticas e textos que já o colocam na mira do Oscar de 2026. A recepção de festival somada à aquisição dos direitos americanos pela Neon fazem do filme um candidato com pedigree para disputar muito além da categoria internacional.
A trama norueguesa aborda duas irmãs confrontam o passado ao reencontrarem o pai, um diretor em fim de linha que resolve transformar as memórias da família em cinema. O elenco — com Renate Reinsve e Stellan Skarsgård em destaque, e uma participação de Elle Fanning — sustenta um drama sobre memória, fama e culpa que muitas críticas elogiaram por sua sutileza e construção emocional.
Sentimental Value tem tudo o que costuma interessar à Academia: direção autoral reconhecida, performances apontadas como fortes e um tema que conversa com o universo dos votantes mais tradicionalistas.
Variety e outros veículos internacionais colocaram o filme no radar desde Cannes, em que virou um “candidato sério”. E analistas especializados especulam que, com a estratégia certa de lançamento e campanha (algo que a Neon sabe fazer muito bem) o longa pode buscar até mesmo a categoria principal, “Melhor Filme”.
Ao mesmo tempo, isso não significa que a corrida de 2026 já esteja ganha e que o Brasil não tenha chances. Pelo contrário, “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho também foi para Cannes e saiu de lá com prêmio de Melhor Direção e Melhor Ator para Wagner Moura.

A vitória de Ainda Estou Aqui no Oscar anterior também mudou o jogo: o cinema brasileiro entrou num momento de maior atenção global, com distribuidores, jurados e eleitores mais atentos ao que vem do país. Isso aumentou a visibilidade do nosso país e, segundo a mídia estadunidense, no ano que vem poderemos estar em múltiplas categorias novamente.
Wagner dá vida ao Marcelo que, em plena ditadura militar, atua como professor de tecnologia e carrega um passado marcado por segredos e violência. Em busca de um recomeço, ele deixa São Paulo para tentar uma nova vida em Recife. Mas, ao chegar à capital pernambucana em meio ao Carnaval, descobre que, em vez de paz, trouxe consigo justamente o turbilhão do qual sempre tentou escapar.


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