Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall estrelam montagem de “Um Dia Muito Especial”

Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall estrelam montagem de “Um Dia Muito Especial”

No próximo dia 17 de outubro de 2025, o Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, receberá a estreia de Um Dia Muito Especial, nova montagem que reúne, pela primeira vez, Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall em cena. A peça, adaptada por Alexandre Reinecke e traduzida por Célia Tolentino, retoma o clássico filme de Ettore Scola (1977), estrelado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni, numa narrativa delicada e cheia de nuances.

Ambientada em Roma, em 6 de maio de 1938, a história acompanha Antonietta, mãe de seis filhos e refém de um casamento opressor, e Gabriele, recentemente demitido por ser homossexual e à beira de ser preso. O encontro casual entre eles transforma-se em diálogo sobre sonhos, frustrações e desejos, abrindo espaço para uma amizade profunda, e, talvez, um amor platônico, capaz de mudar para sempre suas vidas.

Esta é a segunda vez que a história chega aos palcos brasileiros. Em 1986, Glória Menezes e Tarcísio Meira protagonizaram uma montagem dirigida por José Possi Neto. Agora, Gianecchini e Casadevall assumem os personagens com sensibilidade, convidando o público a refletir sobre preconceitos, amor, aceitação e o papel da mulher numa sociedade marcada por limitações e desigualdades.

Glória Menezes e Tarcísio Meira foram casados por quase 60 anos.

A trajetória de Reynaldo Gianecchini faz sua presença nesta produção ainda mais significativa. O ator tem se apresentado cada vez mais como defensor da ideia de que a sexualidade é fluida e não pode ser reduzida a rótulos. Em entrevista para o Flow Podcast, já declarou que “se existir uma palavra para mim, seria pansexual, porque pan é tudo”.

A postura do ator reforça a potência da peça: um homem que interpreta um personagem punido pela sua orientação, mas que traz consigo uma vivência pessoal de complexidade sexual. Como sabemos a dificuldade que é para astros da televisão no Brasil conseguirem assumir a própria sexualidade, é perceptível que esta será uma interpretação com a qual o paulista poderá se identificar.

Por mais que a ambientação e a própria criação da narrativa tenha décadas de distância de nós, a história é extremamente atual e vale a pena ser conferida. Ficaram ansiosos para o espetáculo? Deixem nos comentários!

Lucas Martins

Nascido em 2002 na cidade do Rio de Janeiro, cresci com paixão pela literatura e pela música. Sou Bacharel em Publicidade e Propaganda pela Unicarioca e futuro pedagogo pela UERJ. No meu tempo livre, gosto de assistir a filmes e acompanhar cada passo dado por Taylor Swift.

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