5 álbuns nacionais de 2025 que você precisa ouvir
Há quem diga que 2025 vem sendo um ano fraco para a música nacional. Mas há um outro ponto de vista: será que essa afirmação não é reconhecendo apenas o mercado norte-americano, principalmente com divas pop? Entre novos nomes e atos consagrados, o Brasil está com um grande número de lançamentos de álbuns com qualidade que merecem atenção.
Hoje, o Amargurado traz para vocês cinco discos nacionais lançados deste ano que, se você ainda não ouviu, deveria conhecer agora mesmo.
“Coisas Naturais”, o terceiro álbum solo de Marina Sena, lançado em 31 de março de 2025, é um passeio por referências que vão do jazz-funk da MPB dos anos 1970 ao reggaeton, funk, samba-rock e pop — em um clima orgânico, quase artesanal. É um trabalho que reafirma Marina como relevante na nova leva de artistas dessa geração.
Muito foi elogiado a maturidade e autenticidade do disco, porém outras pessoas preferiram focar nas fofocas envolvendo Juliano Floss e Vivi, presente por exemplo em “Desmistificar”. Para quem aprecia esse conteúdo de celebridades é até um ponto positivo.
Recomendamos as faixas “Mágico”, “CARNAVAL” e “Lua Cheia”.
Lançado bem recentemente, “Rock Doido” é o quinto álbum de estúdio de Gaby Amarantos. Uma obra que valoriza as raízes paraenses e as festas de aparelhagem: tecnobrega, funk, carimbó e ritmos latinos, costurando tudo num set vibrante.
Ele recebeu um breve documentário em plano-sequência, filmado no bairro do Condor em Belém com produção totalmente local, que reforça a estética periférica e experimental do trabalho. Realmente um divisor de águas para Gaby, pulsando com identidade e energia.
Recomendamos as faixas “Foguinho”, “Não Vou Chorar” e “Mamãe Mandou”.
Se o primeiro Gambiarra Chic já havia chamado atenção pela ousadia, a continuação reforça o projeto das Irmãs de Pau como um dos mais inventivos do pop brasileiro recente. A dupla mistura funk com referências de rap, eletrônico e mais.
O resultado é um disco que soa sofisticado e ao mesmo tempo popular, com letras afiadas e um senso de humor provocativo. Além disso, a presença de colaborações como Duquesa e Ebony agregam ainda mais. Ele reforça a importância de artistas LGBTQIA+ dentro desse cenário fonográfico.
Recomendamos as faixas: “QUEIMANDO ICE”, “MEDLEY DO NOVO MUNDO” e “TRÊS ESPIÃS DEMAIS”.
Apesar do sucesso imediato de Eu Venci o Mundo, o álbum de Veigh não escapou das críticas. Parte do público e da imprensa apontou a insistência do rapper em citar a ex-namorada em várias faixas, o que deu a sensação de repetição temática e até de um certo desgaste narrativo. No entanto, é inegável que esse é um dos discos mais potentes do ano.
O rapper explora a dualidade entre conquistas externas e conflitos internos — temas de fé, superação e identidade. Para se provar como um dos maiores artistas da atualidade no cenário do trap, ele é compositor de todas as canções e também o único nos vocais. É raro no gênero um álbum sem colaborações, mas ele mostrou que se sustenta sozinho.
Recomendamos as faixas “Artista Genérico”, “Filho da Promessa” e “Indiretas com a voz”.
Com No Escuro, Quem é Você?, Carol Biazin dá um passo adiante na consolidação de sua identidade artística. Se no primeiro volume ela já mostrava inquietação criativa, na segunda parte essa busca se intensifica: as produções exploram batidas eletrônicas modernas, mas sempre com letras que funcionam quase como confissões.
O álbum foi recebido como um retrato íntimo de uma geração que lida com amores líquidos, ansiedade e autodescoberta.
Nós recomendamos as faixas “TE AMO SEM CULPA”, “Que Pecado!” e “BAGUNÇA”.
Vamos fazer essa conversa continuar? Quais outros álbuns merecem atenção? Deixe nos comentários!

