De Nazaré à Tereza Cristina: relembre as vilãs de Aguinaldo Silva
Aguinaldo Silva é um dos autores mais renomados da teledramaturgia brasileira. Ao longo de décadas, ele transformou o horário nobre em um espaço de tramas intensas e personagens marcantes. Suas histórias sempre misturaram crítica social, emoção e reviravoltas. No entanto, foram as vilãs que o consagraram como um mestre em criar antagonistas inesquecíveis. Agora, com seu retorno às 21h, o público aguarda ansioso pela nova vilã Arminda, interpretada por Grazi Massafera, que promete movimentar a próxima novela.

E se tem algo que Aguinaldo sabe fazer como ninguém é criar mulheres que amedrontam e divertem ao mesmo tempo. Cheias de frases de efeito, atitudes cruéis e cenas explosivas, elas entraram para a memória afetiva do público. Relembre cinco delas:
Odete Roitman — Vale Tudo (1988)
Odete Roitman, interpretada por Beatriz Segall, é até hoje sinônimo de vilania. Preconceituosa e elitista, ela humilhava qualquer um que ousasse enfrentá-la. Uma de suas frases “O Brasil é uma mistura de raças que não deu certo.” virou sua marca. Além disso, sua morte misteriosa ainda é considerada um dos maiores momentos da TV brasileira e intrigou todos com a pergunta “quem matou a Odete Roitman?”.
Perpétua — Tieta (1989)
Diferente de outras vilãs, Perpétua, vivida por Joana Fomm, usava a rigidez moral como arma. Sempre de preto e com olhar julgador, ela fazia da religião um instrumento de poder dentro da família. Embora fosse aparentemente correta, escondia segredos que abalavam sua imagem. Por isso, ficou marcada como uma das vilãs mais enigmáticas da época.
Nazaré Tedesco — Senhora do Destino (2004)
Nazaré Tedesco, vivida por Renata Sorrah, mistura crueldade e humor como nenhuma outra. Ela sequestrou a filha da protagonista e criou a menina como sua própria filha. Mesmo cruel, era carismática e conquistou o público. Tanto que virou meme anos depois, com a famosa cena dela na escada.
Sílvia — Duas Caras (2007)
Interpretada por Alinne Moraes, Sílvia era manipuladora e cheia de obsessões. Apaixonada por Ferraço, ela não aceitava perdê-lo de jeito nenhum. Assim, simulou doenças e armou planos para mantê-lo ao seu lado. Suas explosões de ciúme e frases marcantes deram força à trama e logo a mostraram uma vilã moderna e intensa.
Tereza Cristina — Fina Estampa (2011)
Por fim, temos Tereza Cristina, vivida por Christiane Torloni. Vaidosa, excêntrica e com tiradas hilárias, ela virou uma das vilãs mais amadas do público recente. Apesar de planejar diversas maldades, fazia isso sempre com muito humor. Seu bordão “Crô, me serve!” virou febre, assim como suas disputas com Griselda, que marcaram a época.
Assim, fica claro que Aguinaldo Silva domina a arte de criar vilãs memoráveis. Desde Odete Roitman até Tereza Cristina, suas personagens atravessaram gerações e se tornaram parte da cultura brasileira. Agora, resta esperar para ver se Arminda terá a mesma força para entrar para esse hall de lendas da TV.

