Quem é Mochakk, o DJ brasileiro que irritou os fãs de Luisa Sonza
Os artistas brasileiros têm ganhado cada vez mais espaço no cenário internacional, e o DJ Mochakk é um dos maiores exemplos dessa nova leva. Aos 25 anos, Pedro Maia, nascido em Sorocaba, interior de São Paulo, já carrega no currículo apresentações em alguns dos maiores festivais de música eletrônica do planeta, contratos com gravadoras famosas e uma presença enorme nos palcos.
Em 2026, ele volta ao Coachella, na Califórnia, para sua segunda participação no festival. Mas nem tudo são flores: a presença de Mochakk virou assunto no X (antigo Twitter) depois que fãs de Luísa Sonza criticaram o fato do nome dele aparecer em destaque maior que o da cantora no lineup oficial.
O que os sonzers ignoraram, é que ele já conquistava palcos internacionais quando ainda tinha idade para ser calouro na faculdade. Em 2023, com apenas 23 anos, ele se tornou um dos brasileiros mais jovens a se apresentar no Coachella, enquanto Luísa, quatro anos mais velha, só conseguiu chegar ao mesmo palco aos 27.
Mas afinal, quem é Mochakk, e como um garoto do interior paulista chegou a ser um dos DJs mais comentados da cena eletrônica mundial?
De Sorocaba para o mundo
A trajetória de Pedro Maia começou cedo. Nascido em 1999, filho de uma mãe apaixonada por funk e de um pai que ouvia rock e blues, Pedro cresceu cercado por música e arte. Aos 8 anos, já fazia aulas de guitarra elétrica e bateria. Pouco depois, começou a se interessar por rap e batidas de hip-hop, influências que até hoje cercam seu trabalho.
Com apenas 12 anos, ele baixou um aplicativo de mixagem no computador da mãe e começou a experimentar combinações de sons. A paixão pelo palco também veio rápido, e aos 15 anos, ele já se apresentava em festas escolares e vendia ingressos ao lado do amigo Cesar Nardini, que mais tarde se tornaria seu sócio na gravadora MOTRAXX.

Pedro Maia só virou oficialmente Mochakk em 2017, quando decidiu recomeçar do zero e escolher um nome artístico inspirado tanto em seu sobrenome quanto em paixões pessoais. Da mitologia maia veio Chaac, deus da chuva, e do café nasceu a junção com o “mocha”, criando o nome “Mochakk”.
Esse início humilde, feito de improviso e curiosidade, logo evoluiu para apresentações em clubes de São Paulo e, em seguida, no resto do Brasil.
O boom internacional de Mochakk
A carreira do sorocabano só estourou internacionalmente em 2022, quando um vídeo dele dançando durante uma apresentação viralizou no TikTok, acumulando mais de 1,3 milhão de curtidas. O clipe mostrava o DJ se divertindo ao som de “Roll Play”, do produtor PAWSA, e serviu para apresentar seu carisma brasileiro a um público global.
No mesmo ano, ele estreou em Ibiza, no Circoloco, um dos clubes mais respeitados da cena eletrônica. A partir dali, sua carreira decolou: Mochakk passou a se apresentar em festivais como Sónar, Time Warp, Primavera Sound, CRSSD, Kappa Futur e, claro, no próprio Coachella.
Em 2023, o Coachella abriu suas portas para ele, tornando-o um dos brasileiros mais jovens da história a se apresentar no festival. Agora, em 2026, ele retorna mais famoso ainda e com nome estampado em fonte maior, uma conquista que parece estar incomodando alguns fandoms.

O Coachella e a polêmica com Luísa Sonza
A volta de Mochakk ao lineup do Coachella acabou rendendo uma treta inesperada nas redes sociais. Assim que o festival divulgou o pôster oficial, fãs de Luísa Sonza começaram a reclamar que o nome dela aparecia menor que o dele. Para piorar, viralizou a ideia de que Sonza teria sido a artista brasileira mais jovem a se apresentar no Coachella, quando, na verdade, Mochakk já tinha feito isso em 2023, aos 23 anos.
O estopim da treta veio quando Mochakk respondeu a um desses tweets. Com um simples emoji de olhos e a lembrança de que sua estreia aconteceu aos 23 anos, o DJ acabou acendendo uma bomba nos comentários. O próprio tweet precisou ser corrigido, reconhecendo que, de fato, ele foi o mais jovem.
A partir daí, o caos se instalou: fãs de ambos começaram a trocar farpas e, logo depois, a polêmica aumentou com a descoberta de que o nome de Mochakk aparecia maior que o de Sonza no lineup.

No antigo Twitter, fã-clubes da cantora apontaram uma suposta “falta de reconhecimento” para ela em comparação a um DJ e até dispararam ataques contra Mochakk. Muita gente saiu em defesa do produtor, lembrando que o tamanho dos nomes no cartaz não é aleatório, ele mostra a relevância do artista dentro do festival e o público que ele movimenta.
No caso do Coachella, onde a música eletrônica é um dos grandes carros-chefe, não é surpresa que Mochakk acabe recebendo mais destaque que artistas de outros gêneros, mesmo quando esses são mais populares no Brasil.
Ainda assim, o DJ já deixou claro que não está atrás de fama a qualquer custo, mas sim de construir um espaço sólido para sua música e seu público. No fim das contas, com Mochakk e Luísa no festival, o Brasil segue muito bem representado.
O futuro promissor de Mochakk
Apesar das críticas de alguns haters, Mochakk segue em ascensão meteórica. Em 2024, foi classificado em 61º lugar na lista da DJ Mag com os “100 melhores DJs do mundo” e, a cada novo lançamento, seu nome cresce na cena eletrônica global.
Fora da música, o DJ ainda encontrou tempo para investir em moda e design. Ele lançou a marca Soro, especializada em roupas modulares, e em 2024 inaugurou o clube OBLIQO em Sorocaba, sua cidade natal, combinando pista de dança com galeria e workshops de música eletrônica, além de criar o selo MOTRAXX voltado para dar espaço a novos artistas.
O jovem DJ encontrou seu estilo próprio, misturando house clássico, tech-house, techno, rap brasileiro, hip-hop americano e ritmos latinos, sempre com muita dança e interação com o público. O visual skatista underground também aparece nas roupas, inspiradas no streetwear e na paixão dele pelo skate.
Por onde passa, Mochakk contagia a galera, e parece que a carreira dele está só começando. Com talento e carisma assim, não tem dúvida: o nome dele ainda vai crescer muito no cenário da música eletrônica.
E você, já conhecia o DJ Mochakk? Acha que o tamanho do nome no lineup realmente importa ou é só ego inflado de fandom? Conta pra gente nos comentários!






