Guillermo del Toro elogia cinema brasileiro: “Profundamente humano”

Guillermo del Toro elogia cinema brasileiro: “Profundamente humano”

Em entrevista à Variety, durante a estreia de seu novo filme “Frankenstein” na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2025, o aclamado cineasta mexicano Guillermo del Toro fez grandes elogios ao cinema nacional.

O cinema brasileiro está em constante renascimento. Sempre houve uma vitalidade enorme, geração após geração de cineastas e agora – neste momento – ele está encontrando novas vozes, novas formas de se conectar com o mundo sem perder suas raízes culturais únicas, e isso vem sendo cada vez mais reconhecido em todo o mundo (…) Sinto que o Brasil está recuperando um papel – está voltando a ser protagonista na conversa global sobre cinema: o filme brasileiro é, e sempre foi, diverso, político, poético e profundamente humano.

Guillermo del Toro é um cineasta reconhecido por misturar fantasia, horror, imaginação e uma forte carga emocional em seus filmes. Vencedor de três Oscars, entre eles por A Forma da Água (2018), ele também dirigiu Pinóquio (2022), animação que ganhou destaque mundial.

O novo Frankenstein, adaptação do clássico de Mary Shelley, é um dos projetos mais ambiciosos do diretor nos últimos anos. O filme foi muito aplaudido no Festival de Veneza durante sua mostra, com 13 minutos de aplausos em sua première.  Além disso, ele já anunciou que trabalhará em outra adaptação literária importante, O Gigante Enterrado, também em animação stop-motion.

É DO BRASIL!

O comentário dele chega em um momento em que o cinema brasileiro realmente vive uma nova fase. Nos últimos dois anos, produções nacionais têm ganhado destaque tanto em festivais quanto em premiações internacionais. Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, marcou história ao vencer o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, com Fernanda Torres indicada também como Melhor Atriz. O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, estreou em Cannes e consolidou o nome do diretor como um dos mais influentes do país.

“O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim deste ano.

Outros títulos também têm chamado atenção, como Vitória, drama dirigido por Andrucha Waddington e Breno Silveira, que traz Fernanda Montenegro em uma de suas atuações mais elogiadas, e A Batalha da Rua Maria Antônia, que revisita episódios da ditadura militar com uma linguagem contemporânea e potente. Até mesmo o cinema infantojuvenil tem tido espaço, com o sucesso de Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa, que conquistou público e crítica por unir humor e nostalgia.

Lucas Martins

Nascido em 2002 na cidade do Rio de Janeiro, cresci com paixão pela literatura e pela música. Sou Bacharel em Publicidade e Propaganda pela Unicarioca e futuro pedagogo pela UERJ. No meu tempo livre, gosto de assistir a filmes e acompanhar cada passo dado por Taylor Swift.

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