5 séries nacionais da Netflix que foram esquecidas
A Netflix vive um ciclo intenso de produção original: toda semana sai coisa nova do Brasil, um catálogo agitado, uma avalanche de lançamentos. Isso é bom porque traz visibilidade, diversidade, oportunidade pra criadores, mas também tem um lado ruim: muitas séries acabam esquecidas, mesmo aquelas com elenco forte ou propostas interessantes.
Elas entram, fazem um barulho menor, não ganham renovação e somem da memória coletiva. Aqui vão cinco séries nacionais da Netflix que foram esquecidas, cada uma com sua história, seus méritos e com final ou cancelamento que passaram meio despercebidos. Será que você lembra delas?
“Maldivas” era uma das promessas de 2022. Com Bruna Marquezine, Manu Gavassi, Sheron Menezzes e Carol Castro, o elenco era de peso e gerou muitas expectativas, não só por elas, que têm seguidores, mas pela amizade de Manu e Bruna, que fez os fãs rolarem de empolgação.
A sinopse: Liz (Bruna) sai de Goiânia para o Rio de Janeiro pra investigar o misterioso incêndio no condomínio Maldivas, que também envolve o sumiço da mãe dela. Dentro do condomínio, moradores esquisitos, segredos, corrupção, mistério e uma pitada de crítica social.
Teve apenas uma temporada e foi cancelada pela Netflix. Ficou meio no limbo de “bem avaliada por quem viu, mas não suficiente pra continuar”.
Em “Samantha!” o tom é mais leve e cômico. A protagonista, que dá nome a série, foi uma estrela mirim dos anos 80, tinha fama, fãs, música, tudo aquilo de criança famosa, e com o tempo foi sendo deixada de lado. A partir daí, a série segue Samantha adulta planejando sua volta aos holofotes, enquanto lida com o marido Dodói, os filhos e todos os percalços de quem insiste em manter relevância.
O elenco traz Emanuelle Araújo como Samantha, Douglas Silva como Dodói, Sabrina Nonato e Cauã Gonçalves. Foram duas temporadas e depois a Netflix cancelou. Hoje raramente se fala dela, mas era uma série divertida e cheia de charme.
Talvez a mais curiosa da lista em termos de reconhecimento versus destino. Série de 2019 com Kéfera Buchmann, Júlia Rabello e Victor Lamoglia. A proposta é sobre um anjo da guarda novato no “Sistema Angelus”, uma organização sobrenatural de proteção aos humanos, que descobre segredos e regras sem sentido e decide quebrar tudo. Mistura humor, fantasia e crítica leve de uma maneira muito interessante.
Ela ganhou um Emmy Internacional em 2020. Mas mesmo com esse reconhecimento, a Netflix cancelou a série após uma temporada. A Kéfera, que sempre gerou debates com haters e fãs, estava lá liderando, mas não foi o bastante. Hoje muita gente esqueceu que ela existe, e quando lembram, é com esse misto de “que pena” e “por que não continuaram?”.
“Sem Filtro” estreou em 2023 e é um tipo de série diferente. Leva pro streaming um humor adolescente conectado com redes sociais, influência digital, vida universitária e dilemas de identidade. A protagonista, Marcely (Ademara), decide largar a faculdade para ser influencer. Acontecem os tropeços, os haters, as tretas familiares e os dilemas de quem tenta viver de visibilidade.
O elenco inclui Flávia Reis, Orã Figueiredo e Mel Maia. A série teve uma temporada e foi “finalizada”, sem um anúncio oficial de cancelamento ou algo do gênero.
Aqui o “morreu igual à Lava Jato” não é apenas uma piada: “O Mecanismo” era uma série com ambição de mergulhar no que há de mais controverso do Brasil recente, inspirada nos acontecimentos da Operação Lava Jato. Dirigida por José Padilha e estrelada por Selton Mello, teve duas temporadas, lançadas em 2018 e 2019.
Especula-se que os números da segunda não agradaram tanto. O impacto político passou, o tema esfriou e a série ficou pelo caminho. O que gerou tantos comentários, polêmicas e posts de políticos nas redes sociais, hoje não é lembrada nem pelo próprio elenco.
Você considera alguma dessas séries como injustiçadas? Deixe nos comentários!


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