De Belo a Cabelinho: cantores que atuaram em novelas na Globo

De Belo a Cabelinho: cantores que atuaram em novelas na Globo

Belo está prestes a trocar o microfone pelos roteiros da TV. O cantor vai estrear na nova novela das nove, “Três Graças”, que chega à Globo na próxima semana. O artista, conhecido por hits românticos e décadas de carreira na música, agora se prepara para mostrar um novo lado diante das câmeras. Mas ele não é o primeiro músico a se aventurar na dramaturgia, e nem será o último.

De Belo a Cabelinho: cantores que atuaram em novelas na Globo
Foto: Belo para nova novela das 21H/Fabiano Battaglin /TV Globo

Ao longo dos anos, vários nomes da música brasileira encararam o desafio de atuar em novelas globais. Alguns surpreenderam pela naturalidade, outros dividiram opiniões, mas todos deixaram sua marca.

Momentos de cross-over

Entre os casos mais lembrados está o de Sandy, que brilhou como protagonista em Estrela-Guia (2001). A trama marcou uma geração e mostrou que a cantora podia ir além dos palcos.

Ela interpretou uma menina de Goiás que teve que se acostumar com a vida agitada do Rio de Janeiro. A jovem hippie se envolveu na trama com um homem quase 20 anos mais velho, o que gerou polêmica para os telespectadores. O irmão de Sandy, Junior, também marcou presença na produção, vivendo um malabarista.

De Belo a Cabelinho: cantores que atuaram em novelas na Globo
Foto: Sandy como Cristal/reprodução/TV Globo

Já Fiuk, seguindo os passos do pai, entrou no universo das novelas em Malhação ID e depois em Aquele Beijo e A Força do Querer.

Ele foi muito criticado, principalmente em “A Força do Querer”, sendo considerado o elo mais fraco do folhetim. Seu personagem era um pilantra que estava noivo, mas acaba se apaixonando por outra mulher.

Na época, o ex-BBB deu uma declaração sobre os ataques que sofreu: “Uma coisa que é muito natural é rebater. Alguém fala alguma coisa e o artista dá a resposta. Eu sempre fugi, nunca me meti nisso.”

De Belo a Cabelinho: cantores que atuaram em novelas na Globo
Foto: Fiuk como Ruy/reprodução/TV Globo

Outro nome que deu o que falar foi MC Cabelinho. O funkeiro interpretou o personagem Hugo em Vai na Fé (2023), e sua atuação foi tão elogiada que impulsionou ainda mais sua carreira.

O enredo do galã era de um jovem envolvido na criminalidade, porém disposto a mudar de vida por conta do amor. Ele fez par romântico com sua ex-namorada Bella Campos, que hoje atua em “Vale Tudo”.

Cabelinho é um dos muitos artistas de rap brasileiro que interpretaram bandidos na Rede Globo, fato que gera indignação por parte do público, que vê esse costume como preconceituoso.

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Foto: MC Cabelinho como Hugo/reprodução/TV Globo

Assim como ele, Gaby Amarantos também mostrou talento duplo ao viver Emilia em Além da Ilusão (2022), papel que lhe rendeu destaque e elogios da crítica.

Ela era uma copeira que sonhava com o sucesso, buscando virar uma cantora de rádio. Para alcançar seus objetivos, a personagem entra em falcatruas.

Gaby revelou ter ficado muito feliz e chocada com a recepção positiva do público, contente com a possibilidade de ser vista de outro ângulo.

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Foto: /Gaby Amarantos como Emilia/reprodução/TV Globo

Além deles, Falcão, do Rappa, fez sucesso em A Regra do Jogo (2015), enquanto Paula Fernandes e Preta Gil tiveram participações especiais que agitaram o público. A lista ainda cresce com nomes como Lucas Lucco, que se destacou em Sol Nascente.

Recentemente, a emissora anunciou um novo formato de mini novelas verticais feitas para celular, uma vibe bem parecida com Kwai… A emissora tambem confirmou a participação do cantor Gustavo Mioto como protagonista de uma das produções. Falamos mais sobre aqui no blog.

Com Belo chegando em Três Graças, o encontro entre música e dramaturgia ganha um novo capítulo. Afinal, quando dois mundos tão populares se cruzam, o resultado quase sempre vira assunto nas redes e conquista o público.

Giovanna de Paula

Nascida em 2003 no interior do Rio de Janeiro, jornalista em formação pela UFRJ e entusiasta da versatilidade e poder da comunicação. Desde cinema e música pop até história e política, amo poder estudar, escrever e comunicar sobre diferentes pontos que fazem o mundo o que ele é, e suas intersecções.

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