A síndrome de Game Of Thrones que todos os atores tem medo
Poucas séries marcaram tanto a cultura pop quanto Game of Thrones. A produção da HBO conquistou milhões de fãs, recebeu dezenas de prêmios e virou sinônimo de televisão de qualidade. No entanto, tudo mudou quando o último episódio foi ao ar. O final foi tão mal recebido que transformou a série em um exemplo clássico de como não terminar uma história.

Quebra de expectativa
Desde o encerramento, em 2019, o público nunca superou a decepção. As redes sociais foram inundadas de críticas, teorias e memes. Ao longo das semanas seguintes, parecia impossível entrar na internet sem ver alguém reclamando do destino de Daenerys, de Bran ou do roteiro apressado. Assim, o que antes era o maior fenômeno da TV se tornou uma das maiores frustrações da cultura pop moderna.
Com o passar dos anos, as piadas continuaram. Sempre que uma série termina mal, Game of Thrones volta a ser mencionada. No X (antigo Twitter), por exemplo, é comum ver comentários como:
Essas piadas seguem firmes até hoje, o que mostra o impacto duradouro da frustração. Além disso, muitos atores da própria série já admitiram que não gostaram do desfecho. Emilia Clarke, Kit Harington e até Conleth Hill (Varys) disseram que esperavam algo muito diferente. Embora alguns tenham tentado defender o trabalho dos roteiristas, ficou claro que o elenco também sentiu o peso da recepção negativa.
Referência a que custo?
Por causa disso, Game of Thrones se transformou em uma espécie de alerta para Hollywood. Desde então, toda produção de sucesso precisa lidar com o medo de “acabar como Game of Thrones”. E esse temor não é exagero. Nesta semana, o ator Finn Wolfhard, de Stranger Things, confessou estar apreensivo com o final da série da Netflix. Em entrevista recente, ele afirmou que o elenco teme decepcionar os fãs e encerrar a história de forma frustrante, exatamente como aconteceu com a trama dos Sete Reinos. Além de que Stranger Things também está com uma demora significativa para esta última temporada e conta com intervalos extensos entre elas.

O comentário de Finn reacendeu o debate nas redes. Afinal, o trauma coletivo de Game of Thrones ainda assombra o público. Apesar de o tempo ter passado, a memória daquele final apressado e confuso continua viva. E, sempre que uma grande série chega à reta final, o público lembra: “Espero que não acabe como Game of Thrones”. Apesar disso, os fãs de GOT defenderam a série com unhas e dentes relembrando a relevância em relação à Stranger Things.
No fim das contas, a produção da HBO deixou um legado ambíguo. Por um lado, revolucionou a televisão. Por outro, mostrou o quanto um final mal construído pode destruir anos de prestígio. Assim, entre dragões e decepções, Game of Thrones permanece como a maior lição da era moderna das séries: nunca subestimar a importância de um bom desfecho.

