“Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”, com Rose Byrne, estreia em janeiro no Brasil.
“Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria” chega aos cinemas brasileiros em 1º de janeiro de 2026 cercado por um burburinho que não nasce do hype vazio, mas de uma trajetória sólida nos festivais e, principalmente, de uma atuação que vem sendo tratada como uma das mais fortes do ano.
Protagonizado por Rose Byrne, o longa dirigido por Mary Bronstein tem chamado atenção menos pelo título provocativo e mais pela forma crua e desconfortável com que encara o esgotamento emocional de uma mulher empurrada ao limite.
Na história, Byrne interpreta Linda, alguém que tenta manter as coisas funcionando enquanto tudo ao redor parece desmoronar. Ela precisa lidar com a doença da filha, um casamento marcado pela ausência, uma pessoa desaparecida e uma relação pouco convencional com o próprio terapeuta, vivido por Conan O’Brien em um papel que foge completamente do que o público costuma esperar dele. Não há alívio fácil ou soluções mágicas.
O filme aposta em situações que se acumulam, se sobrepõem e criam uma sensação constante de sufocamento, algo que, de acordo com quem já assitiu, a atuação de Byrne traduz com precisão impressionante. Não por acaso, esse trabalho já rendeu à atriz o prêmio de Melhor Atuação Protagonista no Festival de Berlim e uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama. Ao longo da temporada, Rose Byrne acumulou cerca de quinze indicações em premiações importantes, incluindo associações de críticos de cidades como Chicago, Londres e Los Angeles.

O reconhecimento ajuda a explicar por que seu nome aparece com tanta frequência nas listas de apostas para o Oscar, onde ela surge como uma das favoritas na corrida por uma indicação. A disputa, claro, promete ser acirrada. Entre as atrizes que devem competir diretamente com Byrne estão nomes como Emma Stone, que segue forte com “Bugonia”, Renata Reinsve, do norueguês “Valor Sentimental” e Chase Infiniti, do longa front-runner a Melhor Filme, “Uma Batalha Após a Outra”.
Ainda assim, há quem veja em “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria” um trunfo diferente: um filme menor, sustentado quase inteiramente pela força da protagonista. O longa também carrega o prestígio de ter passado por festivais como Sundance, Toronto e Nova York, além de ter sido exibido no Brasil durante o Festival do Rio, na mostra Panorama Mundial.

