Mubi: Vale a pena assinar?

Mubi: Vale a pena assinar?

O Mubi voltou a entrar no radar de muita gente por um motivo bem simples: a plataforma está oferecendo três meses de assinatura por cinco reais. Mas, será que vale a pena assinar o streaming?

A resposta curta é sim, vale. A longa exige um pouco mais de contexto. O Mubi nunca tentou competir diretamente com gigantes como Netflix ou Prime Video. A identidade da plataforma sempre foi outra. Ela se posiciona como a casa do cinema cult, autoral e internacional, com uma curadoria que parece pensada por quem realmente gosta de filmes e não apenas por algoritmos. Isso se reflete em um catálogo majoritariamente não-americano, com produções europeias, asiáticas e latino-americanas que dificilmente aparecem nas plataformas mais populares.

Entre os títulos que ajudam a entender o espírito da plataforma, A Substância se destaca por provocar desconforto e reflexão ao mesmo tempo, flertando com o terror corporal e críticas sociais. Oldboy, um clássico do cinema sul-coreano, dispensa apresentações e segue sendo uma experiência intensa, brutal e memorável. Já Morra, Amor, um filme mais recente, chama atenção pela abordagem crua das relações humanas e pela forma como tensiona afeto, desejo e violência emocional.

“Morra, Amor” é estrelado por Robert Pattinson e Jennifer Lawrence.


O catálogo também abre espaço para obras que dialogam com o contemporâneo de maneira mais irônica ou sensível. Bottoms surge como uma comédia afiada, debochada e consciente de si, enquanto Entre Mulheres aposta em silêncios, olhares e conflitos íntimos para construir sua narrativa. A Meia-Irmã Feia se aproxima de um cinema mais estranho e desconcertante, daqueles que não entregam respostas fáceis. Queer entra como um título que conversa diretamente com identidade e desejo, sem didatismos. Já Ficção Americana funciona quase como um comentário metalinguístico sobre raça, mercado e expectativas culturais.

No fim das contas, o Mubi não é para todo mundo, mas sim para aqueles que querem fugir do óbvio.

Lucas Martins

Nascido em 2002 na cidade do Rio de Janeiro, cresci com paixão pela literatura e pela música. Sou Bacharel em Publicidade e Propaganda pela Unicarioca e futuro pedagogo pela UERJ. No meu tempo livre, gosto de assistir a filmes e acompanhar cada passo dado por Taylor Swift.

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