Ministério Público aciona Globo por motivo bizarro. Saiba mais!
O noticiário brasileiro conseguiu se superar nesta semana. O Ministério Público Federal em Minas Gerais acionou judicialmente a Globo por causa da pronúncia da palavra “recorde”.
Sim, você leu certo. A questão não envolve concessão irregular, conteúdo ilegal ou disputa comercial. O centro da ação é a forma como a emissora tem dito a palavra no ar. O procurador Cléber Eustáquio Neves protocolou uma ação civil pública contra a empresa, alegando que a Globo e seus apresentadores estariam pronunciando “recorde” como se fosse uma palavra proparoxítona, com ênfase no “ré”, algo como RÉ-cor-de. Segundo ele, a forma considerada correta na norma culta seria paroxítona, com a tonicidade em “cor”, re-COR-de.
O procurador Cléber Eustáquio Neves protocolou uma ação civil pública contra a empresa, alegando que a Globo e seus apresentadores estariam pronunciando “recorde” como se fosse uma palavra proparoxítona, com ênfase no “ré”, algo como RÉ-cor-de. Segundo ele, a forma considerada correta na norma culta seria paroxítona, com a tonicidade em “cor”, re-COR-de.
Para o MPF, a repetição da suposta pronúncia equivocada em telejornais e programas esportivos cria um efeito multiplicador na população, que tenderia a reproduzir o que escuta na televisão.
Na petição, o procurador cita trechos de atrações como o Jornal Nacional, o Globo Esporte e o Globo Rural. Um dos exemplos destacados envolve uma fala do jornalista César Tralli. A argumentação sustenta que, por se tratar de uma concessionária pública com alcance nacional, a emissora teria responsabilidade ampliada na observância da norma padrão da língua portuguesa.

O pedido não é simbólico. A ação solicita o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e uma retratação em rede nacional, além de uma liminar para que a correção na pronúncia seja adotada de forma imediata. A Globo foi notificada antes do Carnaval e deve apresentar defesa nos próximos dias.
O pedido não é simbólico. A ação solicita o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos e uma retratação em rede nacional, além de uma liminar para que a correção na pronúncia seja adotada de forma imediata. A Globo foi notificada antes do Carnaval e deve apresentar defesa nos próximos dias.
Por mais que a discussão sobre variação linguística e norma culta seja legítima, muitos questionaram a necessidade de uma ação deste tipo, principalmente por conta dos inúmeros problemas atuais e mais relevantes do Brasil.
Resta agora acompanhar os próximos capítulos. E você, acha que este movimento quebrou o re-COR-de de mais sem noção? Comente!

