O Bosque Selvagem: retorno da Laika aos cinemas deve emocionar

O Bosque Selvagem: retorno da Laika aos cinemas deve emocionar

“Wildwood”, que no Brasil chega como “O Bosque Selvagem”, marca o aguardado retorno da Laika aos cinemas e já começa a movimentar o público que acompanha animação com um olhar mais atento. Depois de alguns anos sem lançar um longa, o estúdio volta apostando em uma história que mistura fantasia sombria, aventura e aquele toque artesanal que virou sua marca registrada.

Baseado no livro de Colin Meloy, o filme acompanha Prue, uma garota que vê seu irmão mais novo ser levado por corvos até uma floresta misteriosa nos arredores da cidade. Determinada a resgatá-lo, ela entra no chamado Bosque Selvagem, um lugar dividido por criaturas estranhas, reinos em conflito e regras próprias. Ao lado de um amigo improvável, ela precisa atravessar esse território perigoso enquanto descobre mais sobre si mesma.

Falar da Laika é inevitavelmente falar de stop-motion. Em um cenário dominado por animações digitais cada vez mais polidas, o estúdio construiu sua identidade apostando nesse minucioso trabalho. É um processo lento, caro e extremamente complicado, o que explica porque eles não liberam um filme novo todo ano.

O SUCESSO DA LAIKA

Personagens do estúdio em foto promocional.

Esse estilo já rendeu alguns dos títulos mais marcantes da animação moderna.

“Coraline”, por exemplo, conta a história de uma menina que descobre uma versão alternativa e aparentemente perfeita de sua vida, mas que esconde perigos perturbadores. Já “ParaNorman” acompanha um garoto que consegue ver fantasmas e precisa salvar sua cidade de uma antiga maldição. “Os Boxtrolls” apresenta uma sociedade subterrânea formada por criaturas incompreendidas, enquanto “Kubo e as Cordas Mágicas” mistura mitologia japonesa com uma jornada emocional sobre memória e família. Por fim, “Missing Link” aposta em um tom mais leve ao contar a história de uma criatura lendária em busca de pertencimento. Todos eles têm em comum o cuidado visual e narrativas que não subestimam o público.

Apesar do reconhecimento crítico e das frequentes indicações, a Laika nunca levou uma estatueta do Oscar para casa. Isso sempre chamou atenção, principalmente porque seus filmes costumam figurar entre os mais elogiados do ano em animação. Agora, o cenário parece um pouco mais aberto. A Disney, que por muito tempo dominou a categoria, vem enfrentando uma fase menos dominante, abrindo espaço para outras propostas ganharem força.

Ainda assim, o caminho não deve ser simples. “O Bosque Selvagem” pode ter que disputar atenção com produções de peso como “Toy Story 5” e “Cara de Um, Focinho do Outro”, o que mantém a corrida imprevisível. Mesmo assim, existe uma sensação de que o momento pode finalmente favorecer o estúdio.

O Bosque Selvagem chega aos cinemas no dia 23 de outubro. Estão ansiosos? Deixem nos comentários!

Lucas Martins

Nascido em 2002 na cidade do Rio de Janeiro, cresci com paixão pela literatura e pela música. Sou Bacharel em Publicidade e Propaganda pela Unicarioca e futuro pedagogo pela UERJ. No meu tempo livre, gosto de assistir a filmes e acompanhar cada passo dado por Taylor Swift.

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