Machos Alfa: a comédia subestimada da Netflix que você precisa ver
Em meio a tantas séries que viralizam por alguns dias e desaparecem rapidamente do catálogo da Netflix, “Machos Alfa” segue crescendo a cada retorno. A produção espanhola chegou recentemente à sua quinta temporada e continua provando que ainda é uma das comédias mais inteligentes — e subestimadas — da plataforma.
Criada pelos irmãos Alberto e Laura Caballero, a série acompanha quatro amigos na casa dos 40 anos que tentam sobreviver às mudanças das relações modernas enquanto lidam com crises pessoais, amorosas e existenciais. Pedro, Luis, Raúl e Santi vivem completamente perdidos em um mundo onde conceitos sobre relacionamentos, comportamento e o que é ser homem mudaram rápido demais para eles acompanharem. Por isso, eles acabam fazenda um curso da desconstrução da masculinidade.
O grande diferencial de “Machos Alfa” é justamente a maneira como transforma temas extremamente atuais em humor. A série brinca com discussões sobre masculinidade tóxica, consentimento, relacionamentos abertos, trisais, terapia, bissexualidade, feminismo, cultura incel e até os famosos “gurus da masculinidade” — mas sem cair naquele tom moralista ou extremamente didáticos que muitas produções acabam adotando.
Ao invés de tentar apontar quem está “certo” ou “errado”, a série prefere rir do caos social que surge quando homens e mulheres tentam entender novos padrões enquanto ainda carregam antigos costumes. E é exatamente aí que o roteiro brilha: ninguém vira caricatura completa. Todo mundo erra, exagera, se contradiz e passa vergonha.

A produção também funciona muito por conta do elenco. Fernando Gil, Fele Martínez, Gorka Otxoa e Raúl Tejón lideram a série com uma química extremamente natural, enquanto nomes como María Hervás, Kira Miró e Raquel Guerrero ajudam a construir personagens femininas que também fogem de estereótipos.
O sucesso da produção foi tão grande que a série ganhou adaptações em diversos países, incluindo França, Itália, Alemanha e Países Baixos, cada uma reinterpretando os conflitos modernos de gênero dentro de suas próprias culturas. Agora, a obra se encaminha para a sexta e última temporada.
Fica aí a nossa recomendação! Esperamos que vocês gostem.
