3 anos após anúncio, capítulo 1 do DCU já virou lenda urbana
Em janeiro de 2023, James Gunn e Peter Safran subiram ao palco para apresentar o que deveria ser o começo de uma nova era para o DCU. O chamado “Capítulo 1: Deuses e Monstros” foi anunciado com dez projetos, entre filmes, séries e animações, todos conectados a um mesmo universo.
A promessa era clara: depois de anos de decisões confusas, mudanças de planos e filmes que não conversavam entre si, a DC finalmente teria um planejamento de longo prazo. Três anos depois, porém, parte considerável daquela lista parece ter virado uma espécie de lenda urbana.
Na época, os dez projetos eram “Superman: Legacy”, que posteriormente virou apenas “Superman”, “Supergirl: Woman of Tomorrow”, “The Brave and the Bold”, “Swamp Thing” e “The Authority”, além das séries “Creature Commandos”, “Waller”, “Booster Gold”, “Lanterns” e “Paradise Lost”.

O problema é que, olhando para essa lista hoje, apenas uma parte realmente saiu do papel. “Comando das Criaturas” foi lançado em 2024, “Superman” chegou aos cinemas em 2025 e “Supergirl” foi lançado este ano, assim como “Lanternas”.
Os outros seis tiveram destinos bem diferentes. “Waller” e “Paradise Lost” deixaram de estar entre as prioridades de desenvolvimento da DC, com relatos recentes apontando que os projetos foram descartados. “The Authority” também está parado. “Swamp Thing” continua sem uma movimentação concreta capaz de indicar quando realmente veremos o filme. “The Brave and the Bold”, que deveria apresentar o Batman oficial do novo DCU, continua em desenvolvimento sem data de lançamento. “Booster Gold” também permanece em desenvolvimento, mas chegou a passar por mudanças criativas e ainda não tem uma previsão concreta.
Na prática, portanto, seis dos dez projetos anunciados em 2023 estão cancelados, arquivados ou há anos presos em desenvolvimento. Isso não significa necessariamente que o DCU esteja fracassando, mas mostra que o planejamento apresentado naquela época está muito distante da execução prometida.
E “Supergirl” adicionou um problema que a DC provavelmente preferia não ter tão cedo. O filme terminou sua passagem pelos cinemas com cerca de US$ 126 milhões mundialmente, diante de um orçamento estimado em US$ 170 milhões. O desempenho foi tão fraco que ficou abaixo de filmes conhecidos por seus fracassos comerciais, como “Morbius”.
E tudo bem que Supergirl é uma das heroínas mais famosas da história, mas será mesmo que nesse início de universo isso era uma boa ideia?
O público precisa dos pilares estabelecidos, porém James Gunn parece querer sempre pensar fora da caixa. O diretor parece muito mais interessado em criar um universo com personagens menos óbvios, diferentes tons e histórias que provavelmente não seriam priorizadas por um estúdio seguindo apenas lógica comercial.
