Favela Amarela: conheça o terror cósmico brasileiro
Em pleno 2026 ainda tem muita gente desmerecendo o cinema nacional, dizendo até que o Brasil “só faz filme sobre ditadura”. Bom, “Favela Amarela” vai mostrar novamente que nosso país pode tudo, inclusive produzir obras de terror.
O trailer liberado nos últimos dias viralizou nas redes sociais e já dá uma ideia clara do que o projeto pretende realizar: adaptar o terror cósmico para a realidade das favelas brasileiras.
Dirigido por Thiago Tuchu e Nicolas Lobato, o filme parte de uma referência literária clássica, o universo de “O Rei de Amarelo”, de Robert W. Chambers, mas desloca esse imaginário para um contexto urbano e social bem brasileiro. A proposta pode soar ambiciosa, e de certa forma é mesmo, porque mistura duas camadas que raramente se encontram com tanta clareza.
De um lado, o terror cósmico, conhecido por trabalhar com o desconhecido e o insignificante papel humano diante de forças maiores. Do outro, uma narrativa ancorada em desigualdade, sobrevivência e violência cotidiana.

A história acompanha um estudante de direito que vive na favela e tenta equilibrar trabalho, estudo e a pressão da realidade ao redor. Quando decide entrar para o tráfico para pagar a faculdade, ele acaba esbarrando em algo muito mais profundo do que o crime organizado. Aos poucos, descobre que uma suposta ONG funciona como fachada para uma seita formada por figuras influentes, que sequestram moradores para rituais ligados a uma entidade conhecida como Rei de Amarelo.
O elenco reúne nomes como Sain, Richard Abelha e Giselle Batista, e o projeto já começou a circular fora do Brasil antes mesmo da estreia oficial. O curta foi reconhecido em festivais internacionais, incluindo premiações, o que mostra sua força.
A estreia de Favela Amarela acontece em abril, dentro da programação do Fantaspoa, um dos principais festivais dedicados ao cinema fantástico na América Latina.
