Jim Caviezel: quem é o ator que fará Bolsonaro nos cinemas?
Quando as primeiras imagens de Dark Horse começaram a circular na internet, muita gente ficou surpresa não só pela existência de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, mas também pela escolha do protagonista. O responsável por interpretar o ex-presidente é Jim Caviezel, ator americano que ganhou fama mundial nos anos 2000 e que, nos últimos anos, passou a se envolver em projetos cada vez mais ligados à direita conservadora.
O longa, dirigido por Cyrus Nowrasteh e escrito por Mário Frias, acompanha a ascensão política de Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, com foco especial na facada sofrida em Juiz de Fora. A proposta da produção é tratar o então candidato como uma espécie de “azarão” político, justificando o título Dark Horse.
Antes disso, o astro já tinha uma carreira relativamente consolidada em Hollywood. O ator participou de filmes como A Paixão de Cristo, onde interpretou Jesus Cristo, além de trabalhos em A Linha Vermelha, Déjà Vu e da série Person of Interest. Nos últimos anos, porém, seu nome ficou mais associado a produções com forte apelo político e religioso, como Som da Liberdade, que virou fenômeno entre grupos conservadores.
Em uma das aparições públicas na extrema-direira, Jim Caviezel chegou a citar a teoria conspiratória da “adrenocromo”, narrativa sem qualquer comprovação que afirma existir uma elite global envolvida em crimes contra crianças.

Bom, o filme deixou de ser apenas uma curiosidade cinematográfica e virou peça de um escândalo político enorme nesta semana. Reportagens revelaram que Flávio Bolsonaro teria articulado um financiamento milionário para o longa junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, investigado por suspeita de fraude bilionária. Áudios e mensagens divulgados pela imprensa mostram negociações envolvendo cifras milionárias para manter a produção funcionando.
A situação rapidamente explodiu nas redes sociais. O que já era visto como um projeto controverso virou alvo de memes, críticas e discussões políticas. Parte da internet também relembrou outras polêmicas envolvendo Caviezel, incluindo declarações ligadas a teorias conspiratórias e sua aproximação com movimentos ultraconservadores nos Estados Unidos. Por exemplo, o estrategista de Donald Trump, Bannon, declarou que a obra sobre Jair seria a sequência de ‘A Paixão de Cristo’ e também um grande sucesso.
