Ghostface da Bienal de SP gera polêmica e editora se pronuncia
Um homem caracterizado como Ghostface, personagem da franquia Pânico, se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após aparecer em vídeos e fotos com visitantes da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A ação, realizada no estande da editora Fruto Proibido, chamou atenção principalmente pelo teor sensual das interações com leitoras de dark romance — e, posteriormente, passou a ser cercada por uma série de acusações e relatos que circulam na internet.
Realizada entre os dias 4 e 6 de setembro, no Distrito Anhembi, a Bienal recebeu uma ação na qual homens mascarados representavam personagens associados ao universo dos livros publicados pela editora. Nos vídeos que viralizaram no X e em outras plataformas, o Ghostface aparece posando de maneira provocativa com leitoras, em algumas ocasiões encostado nelas ou reproduzindo cenas que remetem às fantasias e situações de sedução comuns ao gênero literário.
A proposta rapidamente ganhou repercussão entre os próprios frequentadores do evento. Fotos e vídeos mostram filas de pessoas interessadas em registrar momentos com o personagem, enquanto algumas participantes entram na brincadeira e reproduzem poses consideradas sensuais. A estética e a máscara de Ghostface chamaram atenção especialmente entre fãs de dark romance, gênero conhecido por explorar relacionamentos intensos, obsessão, violência, poder e situações moralmente controversas.
O que inicialmente parecia apenas uma ação de divulgação, entretanto, ganhou outro contorno depois que internautas começaram a tentar descobrir quem estaria por trás da máscara. Nas redes, usuários passaram a apontar que o homem seria supostamente um criador de conteúdo do TikTok.
A identificação desencadeou uma nova onda de publicações. Pessoas que afirmam conhecer o suposto responsável começaram a compartilhar relatos sobre comportamentos que consideraram inadequados. Entre as alegações que circulam estão supostas abordagens de caráter sexual, incluindo com usuárias menores de idade.
Em uma das suas publicações nas redes, ele brinca sobre ter relações com uma menina de 17 anos e utiliza o áudio viral da plataforma de uma criança.
A editora Fruto Proibido, responsável pelo estande onde estavam os mascarados, soltou uma nota oficial alegando que não contratou ninguém e que o “Ghostface” apareceu de forma espontânea: “Reforçamos que a Editora Fruto Proibido não compactua ou endossa quaisquer atitudes atribuídas à pessoa por trás da máscara, especialmente fatos dos quais não tínhamos conhecimento no momento dos registros.”
