Adultos: a “Friends” da geração Z e por que assisti-la
Se a televisão dos anos 1990 e 2000 teve em Friends um dos maiores símbolos da amizade entre jovens adultos vivendo em uma grande cidade, a geração Z começa a encontrar sua própria representante em “Adultos”, sitcom da FX criada por Ben Kronengold e Rebecca Shaw. A série acompanha cinco amigos na faixa dos 20 anos que dividem a casa da infância de Samir, em Nova York.
A segunda temporada chegou ao Disney+ em 27 de agosto, com oito episódios, e ganhou ainda um episódio especial de prelúdio. Os novos capítulos continuam acompanhando Samir (Malik Elassal), Billie (Lucy Freyer), Issa (Amita Rao), Anton (Owen Thiele) e Paul Baker (Jack Innanen) enquanto eles lidam com trabalho, relacionamentos, família, dinheiro e, principalmente, a dificuldade de aceitar que crescer não significa necessariamente saber o que está fazendo. O resultado é uma coleção de problemas que, isoladamente, parecem banais, mas que se tornam verdadeiros eventos quando tentam resolvê-los juntos. E, claro, com muitas risadas.
O grande diferencial de Adultos está justamente em resgatar um formato que parecia cada vez mais raro: a sitcom sobre um grupo de amigos. Nos últimos anos, as comédias de televisão passaram a explorar outros formatos, enquanto séries sobre jovens adultos frequentemente apostaram mais no drama, na sátira ou em episódios fechados. É aí que a comparação com Friends, How I Met Your Mother e New Girl faz sentido. Assim como nessas produções, boa parte da graça nasce da convivência.
A diferença é que o mundo de Adultos é muito mais próximo daquele que uma parcela da geração Z conhece. Além disso, o quinteto central é muito mais diverso étnica e sexualmente do que os grupos de protagonistas que dominaram as sitcoms de décadas anteriores.
Anton é gay, Paul Baker é sexualmente fluido e Billie se relaciona com homens e mulheres. Ao mesmo tempo, o elenco principal reúne diferentes origens étnicas, e essas características não precisam necessariamente virar grandes “episódios especiais” sobre identidade. Elas simplesmente fazem parte de quem aqueles personagens são.
