Borderlands: uma fraca tentativa de agradar aos fãs
Borderlands: O Destino do universo está em jogo estreia hoje, quinta-feira, 08 de Agosto em todos os cinemas do Brasil. Baseado na famosa franquia de videogame que é sucesso de vendas em todo o mundo, o filme conta a história de Lilith (Cate Blanchett), uma mercenária que vive fugindo de seu passado até que uma missão a leva de volta ao seu planeta natal, Pandora.
As ordens são simples, trazer de volta a filha desaparecida de Atlas (Edgar Ramirez), um homem rico que é dono de uma das mais poderosas empresas de armas do mundo. Apesar da premissa simples, o filme acaba sendo obrigado a situar parte da história deste universo para quem nunca jogou o game.
A curta apresentação da história do planeta Pandora realmente prende a atenção no início. Os motivos pelos quais os mais inescrupulosos mercenários decidem ir para lá, e viverem em busca de um poder eterno e misterioso é o que garante a narrativa. A parte mística da história se mistura com uma profecia. “Quem abrir a caixa de Pandora ganhará uma recompensa valiosa, com tecnologias inimagináveis, deixadas por uma raça antiga”.
LOUQUINHA DAS IDEIAS

A filha de Atlas aparentemente é apeça chave para que ele consiga acessar o poder da caixa. Para isso, ele movimenta não apenas o seu exército com os melhores equipamentos tecnológicos do mundo, como também oferece diversas recompensas para saqueadores, mercenários e criminosos para trazerem a menina de volta.
Tiny (Ariana Greenblatt), evoca aqui a clássica personagem “doidinha”, louca por armas e explosões. Nessa questão o filme realmente não inova, é a mesmissima coisa que vemos com personagens como a Harley Quinn de Margot Robbie. Ainda assim, o carisma da atriz faz a gente se encantar pela personagem. Neste caso, pela doçura de uma criança que foi machucada desde muito cedo. A mesma doçura faz o assassino Krieg (Florian Munteanu), virar seu fiel amigo que topa defendê-la a qualquer custo.
Kevin Hart dá vida ao mercenário Roland. O ator surpreende ao combinar seu lado muito visto nos filmes de comédia, com o drama de fazer o que faz por um “bem maior”.
O QUE BORDERLANDS TEM DA HISTÓRIA ORIGINAL?

No mais, como disse anteriormente, pouquissimo da história do primeiro jogo de Borderlands é abordada. Dentre o que ficou esquecido, está o motivo que levaram os colonos ao planeta Pandora para inicio de conversa. Também nada foi dito sobre os prisioneiros e assassinos que foram deixados para morrer. Todos explorados pelas empresas de mineração que prometeram uma vida melhor, mas foram embora assim que o lucro não era mais uma realidade.
Nada explica também o porque de existir aquelas grandes criaturas no planeta, mesmo uma delas quase ter engolido nossos “heróis”. A única coisa que é destacada a todo momento, é o imaginário do que deve ter dentro da famosa “caixa de pandora”. É a salvação? É a destruição? Se eu te contar que você fica quase duas horas no cinema para ver um final feliz com algumas explosões de fogos artifícios, estarei sendo muito amargurado.
Caso eu precisasse convencer qualquer um a assistir ao filme, diria algumas coisas. Vale o ingresso por ter um figurino muito bem trabalhado e cenários que fazem você querer jogar o jogo e viver aquela história. Cate Blanchett dá uma aula sobre que é estar com tudo em alta em sua atuação. Ainda que ela esteja quase sendo insultada pelo roteiro em algumas partes do longa. Não poderia também deixar de dar meus parabéns ao ilustre Jack Black que interpretou o robô falante Claptrap. Os alívios cômicos ficaram em suas costas e ele conseguiu levar com maestria. Mesmo com o roteiro quase insistindo para que o pobre robô fosse só “irritante” enquanto o grupo tenta desvendar os mistérios de Pandora.
NOTA |

Bom
